domingo, 9 de dezembro de 2007

Ana

“Você me diz que eu te olho profundamente…

Desculpa, tudo que vivi foi profundamente.

Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.

Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade de eu me inventar de novo.

Desculpa, desculpa se te olho profundamente, rente à pele
A ponto de ver seus ancestrais nos seus traços,
A ponto de ver a estrada antes dos teus passos.

Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim; nenhuma parte,
nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente.

Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente!”



É, caro amiguinho, esse show foi demais e me arrependo profundamente de não ter filmado cada segundo. A partir de hoje sou mais Ana Carolina do que Ana Flávia.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Criticacentrismo + Idiotacentrismo

Como pode o ser humano ser tão idiota? É incrível a facilidade que as pessoas têm para cri-ti-car, assim como, o medo que cada um possui de meter a cara para fazer alguma coisa. No início do ano optei por uma nova aventura a qual muitas das vezes me fez pensar: "Que idiota! Como eu fui querer fazer isso?". Chega a ser engraçado você ceder todos os sábados, 70% dos feriados e mais um pouco, para organizar algo que vai ser muito mais para os outros do que para você mesmo, e no fim, ter a consciência de que tudo o que você irá ouvir serão críticas, críticas e mais um pouco de críticas com uma pitada de arrogância, é claro. O ser humano é tão cego e egoísta ao ponto de visar a seu único e próprio bem, esquecendo-se assim dos demais, do sentimento de cada um, da opinião de cada um, do esforço de cada um. Bicho imediatista, cego, burro e idiota, isso é o ser humano.


Por quantas vezes você já passou através de uma edificação e por alguns eternos minutos ficou olhando e vangloriando tudo aquilo? Se pelo menos uma vezes isso já ocorreu, agora reflita... Você parou para pensar em quem construiu aquilo tudo? Em quem ficou horas e horas à fio, debaixo do sol quente com um capacetezinho furreca e algumas ferramentas que nem suas são? Se a resposta for negativa você não passa de um ser humano. Mais um egocêntrico num mundo heliocêntrico. Poor one!